sexta-feira, 12 de agosto de 2011

TREINAMENTO FUNCIONAL

Muito se tem falado em Treinamento Funcional mas poucos sabem realmente o que é e para que serve. Treinamento – Conjunto de exercícios praticados para apurar habilidades; Funcional – Relativo as funções vitais, atender ao fim prático. Então se pode dizer que é uma metodologia que associa instabilidade na execução de exercícios físicos com o fim de melhorar o desempenho das funções vitais. Mas esta definição é muito simplista para o Treinamento Funcional. Na verdade ele procura atender um fim prático, um propósito específico que varia conforme interesse e necessidade do praticante e, geralmente, estas ações motoras vão se refletir no cotidiano do praticante.

De forma mais técnica, movimentos funcionais referem-se a movimentos integrados, multiplanares, que envolvem redução, estabilização e produção de força. São movimentos que mobilizam mais de um segmento do corpo ao mesmo tempo e que pode ser realizado em diferentes planos envolvendo diferentes ações musculares (excêntricas, concêntricas e isométricas).

As características do treinamento funcional são: integração de movimentos, treinamento flexível e ilimitado, realização de movimentos em múltiplos planos, aceleração, desaceleração e estabilização dinâmica. Quer dizer que mesmo o exercício sendo realizado num plano, os outros dois devem ser estabilizados dinamicamente para conseguir eficiência neuromuscular no treinamento funcional.

O treinamento funcional tem objetivos específicos conforme o público, adolescentes, atletas e adultos. Para um adulto não atleta o treinamento deve visar as aptidões físicas relacionadas à saúde, como resistência aeróbica, anaeróbica, força e flexibilidade. Isto porque o objetivo fundamental do treino é melhorar as condições de saúde e não um desempenho específico.

O treinamento funcional, assim como o Pilates, trabalha muito os músculos estabilizadores, ou seja, a camada mais profunda dos nossos músculos e por isso não podem ser comparados com uma musculação que visa o condicionamento fragmentado dos músculos mais superficiais.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Piano e Pilates

Aconteceu algo muito interessante na minha aula de piano, percebi o quanto o Pilates está em tudo nas nossas vidas. Parece estranho encontrar relação entre piano e Pilates, mas como tudo na vida é movimento consciente ou inconsciente faz o maior sentido. Eu estava tocando um exercício de velocidade e dedilhação e ele falou: "Vanessa, não fica te sacudindo nem subindo e descendo as mãos nas teclas. Acha tua posição ideal e mantém os braços parados, apenas os dedos trabalham". Eu protestei que era muito difícil não usar o corpo todo ao tocar. E ele me matou dizendo: "Economia de movimentos é tudo. Primeiro tu vais tocar de forma consciente controlando o teu corpo e só depois tu vais deixar a música fluir. Esse é o objetivo deste estudo". Tá aí, o Pilates veio na minha cabeça e eu dei risada! Eu não estava fazendo o que digo diariamente aos meus alunos! Ter consciência do que se esta fazendo e tirar o melhor de cada movimento com mínimo esforço.